Então me vens oh Flor de Lis e me chegas e me invades e me tomas e me pedes e me perdes e te derramas sobre mim com teus olhos sempre fugitivos e transluzentes, abres a boca para libertar novas histórias e belos sorrisos e outra vez me completa desse jeito inexplicável, sem pressas, sem urgências, sem anseio, sabendo que me concentro por inteiro nas coisas que me contas, e assim calado, e assim submisso, te mastigo dentro de mim enquanto me auto apunhalo com lenta delicadeza deixando claro em cada promessa que pretendo cumprir a vos , vivo um desespero de te perdeste, mesmo nem sabendo se a tenho, mesmo nem sabendo o quanto a tenho, mesmo a desejando mais e mais, mesmo sendo em tão pouco tempo que parece uma eternidade, que seja a eternidade, sigo a esperar além dessa máscara colorida, não querendo ser mais um que passou, mais ser o único a permanecer, independentemente de onde estejas ou onde estou, sonho que me queres assim porque é assim que és… e assim tenho minha certeza que te quero.
— A.Araújo, 10/09/2012
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
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