segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

No meu limite

Eu nunca soube
Eu nunca soube que tudo estava desmoronando
Que todos que eu conheci estavam esperando uma deixa
Para dar as costas e correr quando tudo que eu precisava era a verdade
Mas é assim que tem que ser
Está se resumindo a nada além de apatia
Eu preferiria correr pro outro lado do que ficar pra ver
A fumaça de quem ainda está em pé quando tudo está limpo
E

Todo mundo sabe que estou
No meu limite
No meu limite
Com oito segundos para o fim da prorrogação
Ela está na minha mente
Ela está na minha mente

Vamos reorganizar
Eu queria que você fosse um estranho em quem eu pudesse me desprender
Apenas diga que concordamos e então nunca mudamos
Suavizados um pouco até nós todos apenas no darmos bem
Mas isso é descaso
Arranje um novo amigo e você descarta
Enquanto você perde o argumento num teleférico
Pendurados no alto enquanto o precipício passa entre nós

E de repente eu me torno parte do seu passado
Eu estou me tornando a parte que não dura
Eu estou perdendo você sem sacrifício algum
Sem um som, nós perdemos a vista do solo
Eu estou me tornando a parte que não duram
Nunca pensei que você quisesse terminar
Não vou deixá-lo cair até que a torture nos mesmos

Todo mundo sabe que estou
No meu limite
No meu limite
Com oito segundos para o fim da prorrogação
Ela está na minha mente
Ela está na minha mente

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Eu gosto...

Eu gosto do que me impressiona, do que me conforta, do que me faz rir, do que me entende, do que me agrega, do que me motiva, do que me ensina, do que me enlouquece, me faz subir pelas paredes, escrever horas a fio. Eu gosto de pessoas que me fazem ficar asfixiado nas primeiras semanas, que me fazem pensar em casamento, em futuro, em apartamento e depois me fazem odiá-las para depois ainda, amá-las mais, unicamente. Gosto de me sentir sem fôlego, fora de mim, de me impressionar com meus próprios sentimentos, de me reconstruir, de me renovar. Eu quero alguém que saia comigo, mas esteja lá, alguém que não desista na primeira chance, ou que finja um possível sentimento temporário, alguém que acabe no chão comigo, que não tenha pudor, mas que depois de uma noite agitada, me ligue já na cama, antes de dormir e recite algum poema, um poeminha clichê, só para eu ficar bem e claro, só para eu sentir esse possível amor correspondido, alguém que aguente todos os meus textos intermináveis que eu adoro enviar. Eu gosto do exagero, do amar insano, das palavras intensas, de gente sem igual. Eu não desejo nenhum rotulo, nenhuma gíria, nenhum corpão, comentários planejados, cabelo arrumado, roupas modernas, nada forçado, muito pelo contrário, prefiro o simples bafo de café, remelas da manhã e um camiseta branca. Eu gosto de todos os toques inusitados e em horas inusitadas. Dos olhares maliciosos quando os passos se afastam e as portas fecham.