quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Eu gosto...

Eu gosto do que me impressiona, do que me conforta, do que me faz rir, do que me entende, do que me agrega, do que me motiva, do que me ensina, do que me enlouquece, me faz subir pelas paredes, escrever horas a fio. Eu gosto de pessoas que me fazem ficar asfixiado nas primeiras semanas, que me fazem pensar em casamento, em futuro, em apartamento e depois me fazem odiá-las para depois ainda, amá-las mais, unicamente. Gosto de me sentir sem fôlego, fora de mim, de me impressionar com meus próprios sentimentos, de me reconstruir, de me renovar. Eu quero alguém que saia comigo, mas esteja lá, alguém que não desista na primeira chance, ou que finja um possível sentimento temporário, alguém que acabe no chão comigo, que não tenha pudor, mas que depois de uma noite agitada, me ligue já na cama, antes de dormir e recite algum poema, um poeminha clichê, só para eu ficar bem e claro, só para eu sentir esse possível amor correspondido, alguém que aguente todos os meus textos intermináveis que eu adoro enviar. Eu gosto do exagero, do amar insano, das palavras intensas, de gente sem igual. Eu não desejo nenhum rotulo, nenhuma gíria, nenhum corpão, comentários planejados, cabelo arrumado, roupas modernas, nada forçado, muito pelo contrário, prefiro o simples bafo de café, remelas da manhã e um camiseta branca. Eu gosto de todos os toques inusitados e em horas inusitadas. Dos olhares maliciosos quando os passos se afastam e as portas fecham.

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