quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

❝E já não eram sós, ambos somavam entre si, não importava mais quem era a primeira ou a segunda pessoa, por que eles eram um só, e todos questionavam-se sobre quem seria o sujeito e quem seria o predicado. Quem se conjugaria no pretérito e quem renunciaria, ou seria, a forma “mais que perfeita”. Conjugavam-se de maneira irregular as vezes, discutiam, porém no final do dia se resolviam explicitando suas diferenças, sempre reconhecendo os fragmentos e os complementos não entendedores de cada um. Buscavam e tentavam a medida certa. E assim, reconheceram-se juntos, sem necessidade de mais nada para se completar, por que juntos, eles transbordavam.