sexta-feira, 29 de março de 2013
Relato do ultimo dia que a vi.
Domingo, 14 de Março de 2013 - 00:00 am
Era nossos últimos momentos antes do possivel adeus, estava na hora de você me deixar, não que você quisesse, não que eu quisesse, mas era preciso, pelo menos na sua mente. Sai de Bom Jesus da Lapa-Ba para resolver, saber por que tamanha indiferença comigo, já que já teríamos conversado e basicamente acertado, lembro-me que na conversa cheguei a te perguntar "Amor o quê eu fiz essa semana foi tão grave ao ponto de te pedir uma nova chance?" e tu me respondera "Claro que não, não estamos terminado". Sei que fui ao teu encontro para tentar entender mais uma vez o quê passava, afinal nunca resolvíamos nada por telefone. Acordei determinado a ir, peguei um pedaço de papel, deixei algumas meras palavras para meus familiares, era 5:00 da manhã, peguei e fui a rodoviária, a intenção a principio era ir a pé, pois não poderia deixar a moto lá, ao chegar no inicio da minha rua, vem a passar por mim um antigo professor de carro, me ofereceu carona, e perguntou onde eu estava a ir. Expliquei por alto, ele compreendeu e me orientou a prosseguir, ainda sou grato por tamanho incentivo, lembro-me que ele disse "Isso Alan, isso que é ser homem, vá e resolva, mas vá pensando em todas as possibilidades" chegando na rodoviária, só tinha ônibus as 8:00, angustiadamente eu o aguardava. O quê o professor Hélio vinha a me falar me deixou mais confiante a ir. O ônibus chegou e eu fui ao teu encontro, durante a viagem pensava como seria estranho, já que basicamente poderia existir a possibilidade de ta tudo normal. Cheguei na sua nova cidade as 9:40, sabia onde era a casa que tu estava a ficar, me desloquei até lá, lembro que quando cheguei na esquina da mesma me veio uma vontade de urinar, olhei para trás e vi um senhor sentado em uma cadeira na sua porta, dei-lhe bom dia e falei o quanto estava apertado, ele me levou até dentro da sua casa e eu usei o banheiro, quando eu sai eu agradeci creio que 3 vezes, ele falou que tudo bem, que todo mundo fica apertado, engraçado que lembro-me agora que ele disse "que é isso, por nada" e eu expliquei que foi por algo, que não se deveria falar "por nada" ele riu e me desejou boa sorte, não sei como ele sabia que eu precisaria da mesma. Cheguei na sua porta. te liguei, e pedir para tu descer, tu abriu o portão e me abraçou. Tu estava extremamente linda, de óculos, com um ar intelectual chamativo, fazia uma semana e meia que não a via, e quando a via durante os 6 meses e 5 dias nunca tinha te visto de óculos. Fiz umas duas piadas, tu riu, eu expliquei que tava lá para conversar, tu falou que precisávamos mesmo, tu me deu a opção de entrar, e eu quis, por que era estranho conversar ali no meio da rua. Ficamos na casa de baixo onde não tinha nada e ninguém, só nós dois, como deveria ser. Nós contra todos e tudo, lembro que tu disse que já estava a se deslocar para minha cidade para a mesma conversa. Eu me espantei, perguntei se tu tava indo para terminar, tu com a boca fechada balançou a cabeça dizendo que sim. Eu falei que então o que eu tinha a dizer não ia ter importância alguma, já que tu tinha tomado a sua decisão, mas não tu falou que queria me ouvir, eu falei que não, ai tu falou que precisava, então eu comecei a desabafar (não vou falar o que conversamos, já que só convém a nós e só estou a relatar como foi somente o dia), lembro-me que contei tudo, chorei, tu chorava. Eu sentia que tu não queria terminar, lembro-me que levei tanto argumento, tanta foto, video e musica. Tu nem aguentara ver alguns que as lagrimas vinham ao rosto. Em meio delas tu me abraçava, e eu chorava, como estou a chorar enquanto escrevo. Falei a ti que entenderia se tu não me amasse, que não poderia cobrar isso de tu, já que quem ama quer ver a pessoa feliz, que se eu não fazia feliz que eu poderia seguir te amando e não te tendo. Tu chorava tanto, a mulher que não chorava na frente de homem nenhum, nem na frente do pai estava ali na minha frente a derramar imensuráveis lagrimas. Não era meu objetivo vê-las, mais sei que tu tava emocionada, por isso as mesmas caiam. Sei que eu largava umas piadas e agente ria em meio ao choro, ali sim era minha pequena, rindo e me chamando de idiota, me dando uns tapinhas que nunca doíam por que "tapa de amor não doí". Sei que não conseguia te convencer, ligamos para o transporte e só tinha ônibus as 14:00 ou 17:00 horas, teria mais algumas horas contigo, subimos para o andar de cima para beber água, lembro-me que tu foi no quarto pegar duas camisas minhas, lembro-me que de longe vi o telescópio e o urso que tinha te dando enquanto "estávamos" juntos. Tu abriu o guarda-roupa e perguntou se eu queria meu óculos de sol de volta, era meu óculos favorito, eu ficava tão atraente com ele, mais não.. eu falei que não queria, tu perguntou se eu queria o meu boné de volta, eu nunca te contei mais era meu boné da sorte, eu vivi a minha adolescência tímida todo me escondendo atras daquele boné, eu falei que não que queria que tu ficasse, lembro que tu ainda brincou falando "então só vou da o quê é seu mesmo afinal isso são meus que eu peguei". Boba eu querendo que ela ficasse pois eu estava no pensamento que todas vez que ela usa-se lembraria de mim. Então, tu se deslocou para perto de mim e me deu as camisas, me deu um abraço e espontaneamente saiu um suspiro, e as lagrimas vieram novamente a rolar no seu rosto. Sei que quando ela me abraçou foi como se alguma parte do meu coração se preenchesse. Naquele momento, eu me senti inteiro. Eu precisava de um abraço, um abraço apertado, um abraço que me livrasse das angústias que eu estava passando. E o abraço dela foi exatamente isso, e sempre foi isso. Eu falei "tá vendo, tu não tá querendo terminar" tu só balançava a cabela negando, dizendo que queria sim. Sei que sentamos no sofá e voltamos a conversar. Teve um momento que você disse que me amava, e eu quis gritar, espernear e implorar que você ficasse, mas eu apenas chorei. Como em todas as outras vezes, que sentia que estava a perdendo, como todas as vezes que eu achava que tu ia me deixar, na briga do ano novo, ou quando eu surtei no circo por tu duvidar do meu amor no festival de torta, todas as vezes sentia tu indo e tu foi, se foi como sempre, mas dessa vez, eu sentir que tu iriá demorar pra voltar, sentir até que talvez tu nunca volte-se. Ai desesperava mais ainda, penso que meu desespero estava no olhos, tu mal olhava para mim, quando olhava começava a chorar. Conversamos e eu acreditava que poderia fazer tu mudar de ideia, lembro-me que deu a hora de ir, eu te pedir para ir no ônibus das 17:00 por que sentia que ia te convencer, tu falará que não era eu, que tu tava focada nos estudos, que precisava daquele ano para tu, para estudar, que tu não conseguiria ser a mesma, caramba, eu amaria a outra ou a nova você, mas não, ao teu ver ia ser muito difícil. Sei que tu falou que eu precisava ir, lembro-me que tu procurou primeiro a sandália, e não achou, resolveu pegar a da sua irmã, descemos pois tava quase no horário, e você queria me levar de moto para ter sei lá, a certeza que eu ia embora, chegando lá embaixo nos portões, o carro fechara um e tu não achava a chave do outro, assim não dava para sair com a moto, mesmo desesperado por ter que ir e deixar minha princesa ali, eu ria de ver tu subir e descer as escadas atras da chave do portão que possivelmente daria para a moto sair, lembro que cheguei a te dizer que era Deus querendo que eu ficasse para conversarmos, que por isso que tu não achava a sandália e nem a chave, nessa hora tu fez uma cara que não gostou, pegou em minha mão e falou "nós vamos a pé" eu pedir por favor para tu me da mais 3 horas de atenção, que eu a convenceria a não desistir de nós, mas tu decidida como sempre me falara que ia estudar. Sei que saímos para rodoviária, no percurso estávamos de mão dadas, me lembro que tava bem apertada, me pergunto como um casal que estava a terminar e o cara ta indo embora, e os dois ainda estão de mãos dadas. Sei que fui fazendo piada, e tu me chamava de idiota e ria, chegou lá brinquei com a tia da passagem, rezando para não ter.. mais tinha, rezando para ser mais cara, mais era muito mais barata, comprei. Estávamos a aguardar o transporte que me levaria mais para longe de você, eu brincava dizendo que tinha mais 1 hora, que o ônibus tinha furado o pneu e ia atrasar uma hora, tu ria e me chamava de idiota. Sei que o ônibus chegara, todos entraram mais agente ainda tava ali parado um olhando para o outro, como de costume tu pediu para eu avisar que cheguei bem, eu disse que tudo bem. Depois de uns 3 min de espera o motorista e todos do ônibus nos vendo parado lá frente a frente nos apressou, lembro-me que ele buzinou, pois todos tinha entrado menos eu, ai nos abraçamos, eu falei esse abraço não é de amigo né? Foi a hora que nos demos o ultimo beijo, lembro-me que tu veio devagar e eu fui, foi meio sem graça, e eu para variar tive que brincar, isso que é um beijo? Ai sim tu me puxou e me beijou com vontade. Corri e entrei no ônibus, não via aquilo como uma despedida, acreditava que minha pequena nunca desistiria de mim. Retornando fui matutando, pensando o que deveria fazer, chegando na lapa, liguei para meu pai para vim me buscar na rodoviária, e logo em seguida liguei para tu, falei que cheguei bem, te perguntei se tu ia tirar o anel de compromisso, tu disse que não sabia, que ia ser estranho usar, falei que já que tinha que estudar o que ia fazer no dia 10 de março de "2014", e tu achou estranho, riu e falou que não sabia, foi então que eu disse "Então até 10 de março de 2014" tu se espantou e falou "Sério?" e eu falei "aham, tu não precisa estudar?" tu então falou "ok, então mas sem nenhum contato?" ai eu disse que não queria te atrapalhar nos estudos. Lembro-me que eu falei que ia te fazer só um pedido, ai tu perguntou "qual?" ai eu disse que ia fazer o mesmo pedido que tu me fez quando brigamos na virada do ano, tu sabendo que eu estava a conversar com minha irmã, e sabendo que ela ia me orientar a terminar, tu me pediu, "por favor não esqueça que eu te amo" e eu a fiz o mesmo pedido, tu disse que não ia esquecer e disse que tinha mandando uma mensagem para mim pelo face e que tava a excluir o mesmo, na mensagem tu falou o quanto eu te fiz bem, agradeceu tudo, falou que esperava que depois desse seu ano esperava que poderíamos ficar juntos, disse que tava sendo difícil e me desejou tudo de bom, disse que não queria perder o contato porque eu te fazia bem, só que o lerdo, e precipitado já tinha falando que só se ia ver dia 10 de março de 2014, sei que tu terminou a ultima mensagem do face com um " Obrigada pela compreensão e por tudo, é isso ! Te Amo Alan..." Eu chorei tanto lendo isso, li umas 300 vezes, choro só de lembrar. Quando deu a noite o povo me chamou para sair para distrair, já que eu tava mal, eu fui, chegando lá me convenceram a te ligar, só que eu falei merda e tu se estressou.. meio que brigamos, tu foi irônica, me desejando boa praça e teve um ar de ciumes quando eu falei de qual celular eu estava a ligar. Sei que na mesma hora fui para casa, eu passei aquela madrugada de segunda feira inteira em claro, derramei milhões de lágrimas, lembrei de tudo que aconteceu entre nós, tudo que fazia com que aquilo tudo não fizesse sentido, te perder afinal nunca esteve em meus planos. Fui para resolver, e terminar não é resolver. Chorei por horas e horas, e quando eu finalmente preguei os olhos já estava na hora de acordar. Será que ninguém havia percebido a tragédia que havia acontecido naquela noite? Será que ninguém percebeu que não dava pra continuar o dia, o mês, e até mesmo a viver depois do fato que havia ocorrido? Ela partiu, partiu e me deixou aqui, e sinceramente, não imaginava haver vida na ausência dela. Mas como em todas as outras vezes eu tive que levantar, lavar o rosto sair por aí como se nada tivesse acontecido, andar pela cidade onde passamos tantas coisas, onde tudo me lembra ela, cada quebra-mola, pois sempre estava com ela e nunca reduzia a marcha, cada sinal vermelho que parava ou não, cada esquina, ou cada lanchonete, o único club, basicamente tudo, até o fazer a barba, por que ela não gostava de me ver de barba, ou o simples fato de anoitecer, pois a via quase todas as noites. Sei que na verdade, tudo que eu mais temia havia acontecido naquela dia, 10 de março de 2013. Eu acho que foi o pior dia da minha vida, passei o dia inteiro com a cabeça, digamos assim, na lua, ou melhor, em você. Peguei meu celular na esperança de que você tu poderia sentir falta, ou compreender que ninguém estar melhor sozinho, mas tu não ligara, fosse teimosa o bastante pra insistir em não ficar.Você se foi, e temo em dizer que levou tudo que havia de melhor em de nós. Eu sigo na esperança do reconquista-la, só não sei como, já que tive algumas recaídas e mandei mensagens que foram ignoradas. Tem dias que passo pela avenina que da para ver a BR que vai para sua cidade. E te juro por causa de um pedacinho de coragem não a pego para ir até ti, já aconteceu umas 3 vezes, mas penso "vou falar o quê?" o que ela já sabe? Que ta difícil sem ela, que a amo de mais, pedir para ela voltar para mim? Não posso, pois ela vai achar que tô louco ou que estar a me fazer mal, mais é totalmente ao contrario, ela me fez tão bem que não tê-la que me deixa nesse estado surtante, as vezes choro, mais é de alegria, lembro dos sorrisos, sou tão assim, que só de vê uma foto que por incrível que pareça em todas estamos sorrindo... eu consigo em questão de segundo lembrar do porque estávamos rindo, e lembro o quanto era e sou feliz com ela. Sigo me mostrando bem para todo mundo, minha família desse vez me achou forte, pois to vivendo e me cuidando, mais eles não sabem que estou me cuidando para mim e para ela, por que quem ama não desiste, eu até posso vim a entender se ela não me amar ou me querer, não se pode obrigar uma pessoa a ama-la, mais pode fazer por onde. Diferentemente das demais pessoas, eu não a segurava ou seguro, não a prendia ou prendo e nem a impedi de ir. Eu dei motivos para ela querer ficar, pois eu sabia que as coisas sem ela seriam piores, estão sendo. O povo fala que eu vou superar, que vai passar.. Só que me pergunto, superar o quê? passar o quê? O amor que eu sinto por ela? não quero, sei que tudo passa... Tanto as coisas boas quanto as coisas ruins e cabe a nós querer que passe ou não, eu? simplesmente não quero. Me falaram que escrevendo estou me humilhando. Se humilhar é não aceitar e implorar por algo, eu só deixo em palavras o quê sinto, para quem sabe um dia ela ler, e talvez quem sabe, ela consiga enxergar que eu fui e sou todo dela. Que melhor que eu só o sortudo que ela venha a escolher. E não quero que ela se preocupe se ela não me querer mais, pois agente aprende a viver com alguém que nos faça bem. E talvez eu encontre alguém, só queria que esse alguém fosse a nova ela. Já que ela não consegue ser a mesma. A amo, e ponto final.
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