quinta-feira, 18 de abril de 2013

A pedidos

Quando paro de escreve me pedem para escrever mais ainda, nos últimos meses a quantidade de visita no blog está cada vez maior. Me pedem para escrever sobre ela, sobre a falta que ela me faz, ou sobre o quê estou a sentir atualmente, se encantam com pequenas palavras sinceras que venho a oferecer para desabafar. Confesso que é estranho ver pessoas se identificando com pequenos detalhes descritivos de minha mera e curta memoria marcante, sei que obviamente poderia escrever diariamente, mas só escrevo quando sinto-a, é como se ainda nós estivéssemos ligados, é uma sensação imensamente gratificante, falaram-me antes de ontem que sou um cara apaixonado, novidade que é bom ninguém me conta. Ta, perdão, ser rude nunca foi meu ponto forte. Só sei que quando fecho os olhos e me concentro por míseros segundos posso me lembrar de detalhes tão preciosos, que em questão de milésimos parecem tão reais. E descrevê-los me faz tão bem que não consigo não compartilhar. Dizem que é errado alguém ser tão sincero. Talvez seja esse meu erro, uma deficiência que aos olhos de alguns é uma coisa boa, porém aos olhos de outros me torna vulnerável. Mas vamos lá, falei que assim que tivesse um tempo a descreveria novamente. O quê posso falar hoje... Posso dizer que ela fazia meu coração palpitar, explodir, transbordar. Quando eu estava com ela, sentia borboletas em meu estômago a todo tempo, quando via seus olhos brilharem, sentia uma alegria fora do comum. Seu toque era algo surreal, as vezes precisos e fortes, as vezes tensos e calmos, não consigo achar uma definição concreta, se é que é certo definir tamanha ação voluntaria. Sei que tocava não só no meu corpo, mas minha alma e principalmente meu coração. É sou um idiota apaixonado,ah vamos continuar. Seus lábios eram doces, quando estava frio eram mais rosados que costume, não eram lábios carnudos, era uma boca pequena, porém meia inchada, tentadora e lembro-me que seus beijos molhados, e quase sempre insaciável ao meu desejo. Nossas mãos tinham um encaixe praticamente perfeito, juro que ficava pasmo em ver como os dedos se encaixavam tão espontaneamente, creio até que nunca houve um erro de se juntarem, não que eu me lembre. Pronto descrevi mais um pouco como era. Hoje, depois de tudo, meu coração bate apenas como obrigação. E as borboletas que no estomago voavam tão cheias de vida, morreram por falta. Falta de amor. Falta de motivação para continuarem vivendo. Falta dela. É eu consigo ser exageradamente detalhista e dramaticamente hostil. Creio que é isso que aconteça quando você se apaixona pela garota dos seus sonhos, tipo, tu a encontra, procura por algum detalhe que não demonstre o quanto "é ela", não acha, aprende ama-la mais do quê deveria, logo ela tende a ter o habito de se tornar real. Ai você aprender a deixar as coisas boas prevalecerem sobre as ruins, só que num descuido estrago de alguma forma tudo, e ela segue um novo caminho. A conhecendo penso que para ela estamos em mundos diferentes, temos visões diferentes, objetivos diferentes, mas na verdade estamos tão próximos que a distancia não supra a minha saudade. No duro, só queria que ela fizesse como eu. Seguisse o coração, porque como ela mesmo me disse um dia "ninguém sabe o que sentimos um pelo outros" e lembro-me que eu completei... "e muitos querem ver a gente felizes, mais nunca melhores que eles". Mas deixo na mão do destino, o quê houver de ser será, e se não for eu como sempre vou compreender e seguir a amando.

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